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III. JESUS E OS APÓSTOLOS ANUNCIAM O REINO DE DEUS
A cura de um leproso.1 Quando Jesus desceu do monte, seguiram com ele multidões de povo. 2 De repente, aproximou-se um leproso, prostrou-se diante dele e disse: “Senhor, se quiseres, podes limpar-me”. 3 Jesus, estendendo a mão, tocou-o e disse: “Eu quero, fica limpo”. No mesmo instante ficou limpo da lepra. 4 Jesus então lhe disse: “Olha, não digas nada a ninguém. Mas vai mostrar-te ao sacerdote e apresenta a oferenda prescrita por Moisés, como prova de tua cura para eles”.
A fé do oficial romano.5 Quando Jesus entrou em Cafarnaum, aproximou-se dele um oficial romano, suplicando: 6 “Senhor, meu criado está de cama em minha casa, ficou paralítico e sofre horrivelmente”. 7 Jesus lhe disse: “Eu vou lá curá-lo”. 8 O oficial respondeu: “Senhor, eu não sou digno de que entres sob meu teto, mas dize uma só palavra e meu criado ficará bom. 9 Pois também eu sou um subordinado e tenho soldados sob meu comando. Digo a um: Vai, e ele vai; a outro: Vem, e ele vem; e a meu escravo: Faze isto, e ele faz”. 10 Jesus ouviu e, admirado, disse aos que o seguiam: “Eu vos garanto: em ninguém de Israel encontrei tanta fé.11 Digo-vos pois: Muitos virão do Oriente e do Ocidente sentar-se à mesa com Abraão, Isaac e Jacó no reino dos céus , 12 enquanto os filhos do Reino serão lançados fora, na escuridão; ali haverá choro e ranger de dentes”.13 E Jesus disse ao oficial: “Vai, e seja feito conforme acreditaste”. E naquela mesma hora o criado ficou curado.
Outras curas.14 Ao chegar à casa de Pedro, Jesus viu que a sogra dele estava de cama, com febre. 15 Tomou-lhe a mão e a febre a deixou. Ela se levantou e começou a servi-lo.
16 Ao anoitecer, trouxeram-lhe muitos endemoninhados. Ele expulsou os espíritos com a palavra e curou todos que sofriam de algum mal, 17 para que se cumprisse o que tinha sido dito pelo profeta Isaías:
Ele levou nossas enfermidades
e carregou nossas doenças.
A renúncia total do discípulo. 18 Ao ver grandes multidões ao seu redor, Jesus mandou passar para a outra margem do lago. 19 Então um escriba se aproximou e lhe disse: “Mestre, eu te seguirei aonde quer que fores”. 20 E Jesus lhe disse: “As raposas têm tocas e os pássaros do céu, ninhos, mas o Filho do homem não tem onde repousar a cabeça”.21 E outro de seus discípulos lhe disse: “Senhor, deixa-me ir primeiro enterrar meu pai”.22 Jesus, porém, lhe respondeu: “Segue-me e deixa que os mortos enterrem os seus mortos”.
Jesus acalma a tempestade.23 Jesus entrou no barco e os discípulos o seguiram. 24 De repente uma grande tempestade se levantou no mar, a ponto de o barco desaparecer entre as ondas. Jesus, porém, dormia. 25 Os discípulos foram acordá-lo, dizendo: “Senhor, salva-nos! Vamos morrer”! 26 Ele respondeu-lhes: “Por que este medo, homens de pouca fé?” Em seguida levantou-se, repreendeu os ventos e o mar, e se fez grande calma. 27 Os homens se admiraram dizendo: “Quem é este a quem até os ventos e o mar obedecem?”
Jesus expulsa demônios.28 Quando ele chegou à outra margem, à terra dos gadarenos, dois possessos saíram de um cemitério e vieram-lhe ao encontro. Eram tão furiosos que ninguém ousava passar por ali. 29 Eles puseram-se a gritar: “O que tens a ver conosco, Filho de Deus? Vieste até aqui para atormentar-nos antes do tempo?”30 Não longe havia uma grande vara de porcos pastando, e 31 os demônios lhe suplicavam: “Se nos expulsares, manda-nos para aquela vara de porcos”. 32 Ele lhes disse: “Ide”. Eles saíram e foram para os porcos; e toda a vara precipitou-se barranco abaixo, dentro do mar, e se afogou. 33 Os pastores fugiram e foram contar tudo na cidade, inclusive o que acontecera com os endemoninhados. 34 Então toda a cidade saiu ao encontro de Jesus e pediram-lhe que se retirasse de sua região.