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ARTIGO 4 – ESTATUTOS GERAIS DA OBRA DE MARIA

CAPÍTULO I – NATUREZA

Artigo 4 – A Obra de Maria, pelo particular vínculo com Maria Santíssima e pela sua semelhança com a Igreja, contribui para restabelecer a comunhão plena e visível entre as Igrejas e Comunidades Eclesiais e para orientar a Cristo toda a humanidade, mediante a atuação da fraternidade universal.

A unidade, sua nota específica, marca seu espírito, seus objetivos, sua estrutura e seu governo.

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ARTIGO 3 – ESTATUTOS GERAIS DA OBRA DE MARIA

CAPÍTULO I – NATUREZA

Artigo 3 – A Obra de Maria, estando orientada à renovação dos indivíduos, da Igreja e da sociedade, pela variedade e universalidade das pessoas que a compõem, pelos seus objetivos, pelos seus aspectos, pelos diálogos e pelas obras que empreende, reflete, de certo modo, também as feições da Igreja(1), como uma filha que tem as feições da mãe.

1 “Eu vejo que vocês seguem de modo muito autêntico aquela visão da Igreja, aquela definição que a Igreja deu de si mesmo no Concílio Vaticano II”(João Paulo II, Discurso ao Movimento dos Focolares, Centro Mariápolis de Rocca di Papa, 19/8/1984, L’Osservatore Romano, 20/21.8.1984,p.5).)

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ARTIGO 2 – ESTATUTOS GERAIS DA OBRA DE MARIA

CAPÍTULO I – NATUREZA

ARTIGO 2 – O Movimento dos Focolares adota o nome de Obra de Maria porque, pela sua espiritualidade peculiar, que – de modo semelhante a Maria - dá Cristo espiritualmente ao mundo, pela variedade de sua composição, pela sua difusão universal, pelas suas relações com cristãos de outras Igrejas e Comunidades Eclesiais, com pessoas de diferentes credos ou mesmo de convicções não-religiosas, e pela sua presidência leiga e feminina, ele mostra o seu particular vínculo com Maria Santíssima, mãe de Cristo e de todo homem, da qual o Movimento deseja ser na terra, na medida do possível, uma presença e, de certo modo, uma continuação.

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ARTIGO 1 – ESTATUTOS GERAIS DA OBRA DE MARIA

PRIMEIRA PARTE

NATUREZA, OBJETIVO, ESPÍRITO

CAPÍTULO I – NATUREZA

ARTIGO 1 – A Obra de Maria ou Movimento dos Focolares é uma associação de fiéis de caráter privado e universal, de direito pontifício, dotada de personalidade jurídica, em conformidade com os câns. 298-311 e 321-329 do Código de Direito Canônico(CDC), constituída segundo as normas da Igreja Católica e destes Estatutos contêm as normas de vida e de governo para todas as pessoas que fazem parte da Obra.

Na sua aplicação às pessoas que fazem parte do Movimento dos Focolares, os Estatutos levam em conta os vários modos de se pertencer à Obra.

Podem viver integralmente os artigos que se referem à espiritualidade(cf. arts. 1-9 e 23-72) as pessoas que fazem parte da Obra como membros ou como aderentes (cf. arts, 17 e 18).

Os cristãos de outras Igrejas e Comunidades Eclesiais vivem a espiritualidade na medida permitida pelas diferenças na fé cristã e a práxis de cada uma das Igrejas e Comunidades Eclesiais(cf. arts. 20 e 141-145).

Os adeptos de outras religiões aderem à Obra, estando ligados a ela com base no sentido religioso, e vivem de alguma forma o seu espírito(cf. arts. 21 e 146).

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Capítulo 16

 16
O sepulcro vazio. 1 Passado o sábado, Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, e Salomé compraram aromas para ungir Jesus. 2 De manhã cedo, no primeiro dia depois do sábado, ao nascer do sol, elas foram ao túmulo. 3 Diziam entre si: “Quem nos vai remover a pedra da entrada do túmulo?”4 Mas, quando olharam, viram a pedra removida; e era uma pedra muito grande. 5 Entrando no túmulo, viram um jovem sentado à direita, vestido de branco , e se assustaram. 6 Ele lhes falou: “Não vos assusteis! Estais procurando Jesus de Nazaré, que foi crucificado. Ele ressuscitou; não está aqui. Vede o lugar em que o puseram. 7 Mas ide dizer aos discípulos e a Pedro que ele irá à frente de vós para a Galiléia. Lá o vereis como ele vos disse”. 8 Perplexas, elas saíram do sepulcro e fugiram apavoradas. E não disseram nada a ninguém, pois estavam com medo.
 Aparições do Ressuscitado. 9 Tendo Jesus ressuscitado na manhã do primeiro dia da semana, apareceu primeiro a Maria Madalena  , da qual havia expulsado sete demônios. 10 Foi ela que deu a notícia aos que tinham vivido com ele, mas que estavam de luto e choravam. 11 Quando ouviram dizer que Jesus estava vivo e tinha sido visto por ela, não acreditaram.
12 Mais tarde, Jesus apareceu de outra forma a dois discípulos  que se dirigiam para o interior. 13 Eles também voltaram e deram a notícia aos outros, mas nem mesmo neles acreditaram.
Missão dada aos apóstolos. 14 Por fim apareceu aos Onze, quando estavam à mesa. Repreendeu-lhes a incredulidade e dureza de coração, por não terem acreditado nos que o tinham visto ressuscitado dos mortos. 15 E lhes disse: “Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura. 16 Quem crer e for batizado será salvo.  Mas quem não crer será condenado. 17 Os sinais que acompanharão os que crerem são estes: em meu nome expulsarão demônios  , falarão línguas novas  , 18 pegarão serpentes  e, se beberem veneno, não lhes fará mal. Imporão as mãos sobre os enfermos, e estes serão curados”.
 Ascensão de Jesus. 19 Depois de lhes falar, o Senhor Jesus foi elevado ao céu  e sentou-se à direita de Deus. 20 Os discípulos partiram e pregaram por toda parte. O Senhor cooperava com eles e confirmava a Palavra com os sinais que a acompanhavam.

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Capítulo 15

 15
Jesus condenado por Pilatos. 1 Logo ao amanhecer, os sumos sacerdotes com os anciãos e escribas, bem como os demais membros do Sinédrio, reuniram-se em conselho. Depois levaram Jesus amarrado e o entregaram a Pilatos. 2 Pilatos perguntou-lhe: “És tu o rei dos judeus?”Jesus respondeu: “Tu o dizes”. 3 Os sumos sacerdotes o acusavam de muitas coisas. 4 Pilatos perguntou outra vez: “Nada respondes? Vê de quanta coisa te acusam!”5 Jesus, porém, não respondeu mais nada  , de modo que Pilatos ficou admirado. 6 Por ocasião da Festa da Páscoa, Pilatos costumava soltar um dos presos que eles pedissem. 7 Na prisão havia um, chamado Barrabás, preso com os revoltosos que haviam cometido um homicídio na rebelião. 8 A multidão subiu e começou a pedir o que sempre lhe costumava conceder. 9 Pilatos perguntou-lhes: “Quereis que eu vos solte o rei dos judeus?”10 Pilatos bem sabia que os sumos sacerdotes o haviam entregue por inveja. 11 Mas os sumos sacerdotes instigaram a multidão para que, de preferência, lhes soltasse Barrabás.
12 Pilatos lhes perguntou de novo: “Que quereis, pois, que eu faça deste a quem chamais de rei dos judeus?”13 Eles gritaram: “Crucifica-o!”14 Pilatos, porém, perguntou: “Mas que mal fez ele?”Eles gritaram mais forte ainda: “Crucifica-o!” 15 Pilatos, querendo agradar o povo, soltou-lhes Barrabás. Quanto a Jesus, depois de tê-lo mandado açoitar, entregou-o para ser crucificado.
Jesus escarnecido pelos soldados. 16 Os soldados o conduziram para dentro do pátio, isto é, para o pretório, e convocaram todo o batalhão. 17 Vestiram-lhe um manto de púrpura e o coroaram com uma coroa tecida de espinhos. 18 E começaram a saudá-lo: “Salve, rei dos judeus”. 19 Batiam-lhe na cabeça com uma vara, cuspiam nele e curvavam o joelho para reverenciá-lo. 20 Depois de caçoarem dele, tiraram-lhe o manto de púrpura e o vestiram com suas vestes.
Jesus é crucificado. Depois conduziram-no para fora a fim de o crucificarem. 21 Para carregar a cruz, requisitaram um certo Simão de Cirene, pai de Alexandre e Rufo, que vinha da lavoura. 22 Levaram Jesus a um lugar chamado Gólgota, que quer dizer “lugar da Caveira”. 23 Ofereceram-lhe vinho misturado com mirra, mas ele não bebeu. 24 Assim que o crucificaram,repartiram entre si as suas vestes, tirando a sorte  para saber o que cada um levaria. 25 Eram nove horas da manhã quando o crucificaram. 26 A inscrição com o motivo de sua condenação dizia: O rei dos judeus.
27 Com ele crucificaram dois bandidos: um à direita e outro à esquerda. 29 Os que passavam o injuriavam e, balançando a cabeça,  diziam: “Ah! tu, que destróis o Santuário e o reconstróis em três dias  , 30 salva-te agora descendo da cruz”. 31 Do mesmo modo os sumos sacerdotes com os escribas caçoavam dele, dizendo: “Ele salvou os outros, a si mesmo não pode salvar. 32 O Cristo, o rei de Israel! Desça agora da cruz para que vejamos e acreditemos”. Também os que foram crucificados com ele o insultavam.
A morte de Jesus. 33 Chegando o meio-dia, toda a região ficou coberta de escuridão, até às três da tarde. 34 Pelas três da tarde, Jesus gritou com voz forte: Eloí Eloí, lemá sabachthani! O que quer dizer: Meu Deus, meu Deus, por que me abandonaste?  35 Alguns dos que ali estavam ouviram isso e diziam: “Vede! Ele está chamando Elias”. 36 Um deles foi correndo embeber uma esponja em vinagre  , colocou-a na ponta de uma vara e deu-lhe de beber, dizendo: “Deixai, vejamos se Elias vem tirá-lo da cruz”.
37 Mas Jesus deu um forte grito e expirou. 38 A cortina do Santuário rasgou-se  de alto a baixo, em duas partes. 39 O oficial romano, que estava diante dele, vendo-o morrer assim, disse: “Verdadeiramente, este homem era Filho de Deus”.
40 Havia ali também algumas mulheres, que olhavam de longe. Entre elas estavam Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago Menor e de José, e Salomé. 41 Elas seguiam e serviam a Jesus quando estava na Galiléia. Havia também muitas outras que tinham subido com ele a Jerusalém.
O sepultamento. 42 A tarde já tinha caído e, como era o dia da Preparação, isto é, a véspera do sábado, 43 veio José de Arimatéia, um membro ilustre do tribunal dos judeus que também esperava o reino de Deus. Ele entrou com coragem na casa de Pilatos e pediu o corpo de Jesus. 44 Pilatos ficou admirado de que ele já houvesse morrido. Mandou chamar o oficial e perguntou se Jesus já estava morto. 45 Informado pelo oficial, deu o cadáver a José. 46 Depois de ter comprado um lençol de linho, José retirou o corpo da cruz, envolveu-o no lençol e o depositou num túmulo escavado na rocha. Em seguida, rolou uma pedra sobre a entrada. 47 Maria Madalena e Maria, mãe de José, olhavam onde o estavam depositando.

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Capítulo 14

 14
IV. HUMILHAÇÃO E GLÓRIA DO FILHO DE DEUSAs autoridades conspiram. 1 Dois dias depois era a festa da Páscoa e dos Pães sem Fermento. Os sumos sacerdotes e os escribas procuravam uma ocasião para prender Jesus à traição e matá-lo. 2 Eles diziam: “Não seja durante a festa, para não haver tumulto entre o povo”.
A unção em Betânia. 3 Jesus estava à mesa, em Betânia, na casa de Simão, o leproso, quando chegou uma mulher com um vaso feito de alabastro, cheio de perfume de nardo legítimo, de grande valor. Quebrando o vaso de alabastro, derramou-lhe o perfume na cabeça. 4 Alguns, porém, ficaram indignados e comentavam: “Para que tanto desperdício de perfume? 5 Poderia ser vendido por mais de trezentas moedas de prata para distribuí-las aos pobres”. E reclamavam dela. 6 Jesus, porém, disse: “Deixai-a em paz! Por que a incomodais? Ela fez uma boa ação para comigo. 7 Porque pobres sempre os tendes convosco e podeis fazer-lhes o bem quando quiserdes. A mim não me tendes sempre. 8 Ela fez o que pôde: ungiu meu corpo com antecipação para a sepultura. 9 Eu vos asseguro que, em qualquer parte do mundo onde o Evangelho for anunciado, será também contado, em sua memória, o que ela fez”.
O traidor. 10 Judas Iscariotes, um dos Doze, foi falar com os sumos sacerdotes, para lhes entregar Jesus. 11 Ao ouvirem isso, alegraram-se e prometeram dar-lhe dinheiro. E Judas buscava a ocasião oportuna para entregá-lo.
A Páscoa com os discípulos. 12 No primeiro dia da Festa dos Pães sem Fermento, quando se sacrificava o cordeiro pascal  , perguntaram-lhe os discípulos: “Onde queres que te preparemos tudo para comeres a Ceia da Páscoa?”13 Jesus enviou dois dos discípulos, dizendo: “Ide à cidade, e virá ao vosso encontro um homem carregando um cântaro de água. Segui-o 14 e, onde ele entrar, dizei ao dono da casa: ‘O Mestre pergunta: onde está a sala em que vou comer a Ceia da Páscoa com os meus discípulos?’15 Ele vos mostrará uma grande sala mobiliada e pronta. Fazei ali os preparativos para nós”. 16 Os discípulos foram até a cidade. Acharam tudo como Jesus lhes havia dito e prepararam a Ceia da Páscoa.
17 Chegada a tarde, Jesus dirigiu-se para lá com os Doze. 18 Enquanto estavam à mesa e comiam, Jesus disse: “Eu vos asseguro: um de vós, que come comigo, há de me entregar”. 19 Começaram a ficar tristes, e um depois do outro lhe perguntou: “Por acaso serei eu?”20 Jesus respondeu-lhes: “É um dos Doze, que põe comigo a mão no prato. 21 Na verdade, o Filho do homem segue o seu caminho como dele está escrito; mas ai daquele por quem o Filho do homem for traído! Melhor seria para esse homem não ter nascido”.
Jesus institui a Eucaristia. 22 Enquanto comiam, Jesus tomou um pão e pronunciou a bênção. Depois partiu o pão e deu-lhes  , dizendo: “Tomai, isto é o meu corpo”. 23 Em seguida, tomando um cálice, depois de dar graças, entregou-lhes, e todos beberam. 24 Ele lhes disse: “Isto é o meu sangue da Aliança, derramado por muitos. 25 Eu vos asseguro: Já não beberei do fruto da videira até o dia em que beberei vinho novo no reino de Deus”.
Pedro negará Jesus. 26 Depois de terem cantado os salmos, saíram para o monte das Oliveiras. 27 Jesus lhes disse: “Todos ficareis decepcionados comigo, porque está escrito: Ferirei o pastor e as ovelhas se dispersarão. 28 Mas, depois de ressuscitar, irei à vossa frente para a Galiléia”.29 Pedro, porém, lhe disse: “Ainda que todos fiquem decepcionados contigo, eu nunca”. Jesus lhe disse: “Eu te asseguro que hoje, nesta mesma noite, antes que o galo cante pela segunda vez, já me terás negado três vezes”. 31 Mas Pedro repetia com maior insistência: “Ainda que eu tenha de morrer contigo, não te negarei”. E todos diziam o mesmo.
Agonia de Jesus no Getsêmani. 32 Chegaram a um sítio chamado Getsêmani e Jesus disse a seus discípulos: “Sentai-vos aqui enquanto vou orar”. 33 Levou consigo Pedro, Tiago e João, e começou a sentir medo e angústia, 34 e lhes disse: “Minha alma está triste até à morte. Ficai aqui e vigiai”.35 Adiantou-se um pouco, caiu por terra e pedia que, se fosse possível, passasse dele aquela hora. 36 Ele dizia: “Abba, Pai  , tudo te é possível: afasta de mim este cálice, mas não seja o que eu quero, senão o que tu queres”. 37 Voltou e encontrou os discípulos dormindo e disse a Pedro: “Simão, dormes? Não foste capaz de vigiar uma hora? 38 Vigiai e orai para não cairdes em tentação. O espírito está pronto mas a carne é fraca”. 39 Afastou-se de novo e orou dizendo as mesmas palavras. 40 Voltou outra vez e achou-os dormindo, porque tinham os olhos pesados de sono; eles não sabiam o que responder. 41 Voltou pela terceira vez e disse-lhes: “Dormi agora e descansai… Basta! Chegou a hora. O Filho do homem será entregue às mãos dos pecadores. 42 Levantai-vos! Vamos! Já se aproxima quem me vai entregar”.
Jesus é traído e preso. 43 Jesus ainda estava falando, quando chegou Judas, um dos Doze, junto com um bando armado de espadas e cacetes, enviado pelos sumos sacerdotes, escribas e anciãos. 44 O traidor lhes tinha dado esta senha: “Aquele a quem eu beijar é Jesus; prendei-o e levai-o com cuidado”. 45 Tão logo chegou, Judas aproximou-se de Jesus e disse: “Mestre!”E o beijou. 46 Eles agarraram Jesus e o prenderam. 47 Um dos presentes tirou da espada, feriu o escravo do Sumo Sacerdote, decepando-lhe a orelha. 48 Mas Jesus tomou a palavra e lhes disse: “Saístes para prender-me como se eu fosse um ladrão, com espadas e cacetes? 49 Todos os dias estava convosco, ensinando no Templo  , e não me prendestes. Mas isso aconteceu para que se cumprissem as Escrituras”. 50 Então todos o abandonaram e fugiram. 51 Um jovem, envolto apenas num lençol de linho, estava seguindo Jesus, e eles o prenderam. 52 Mas ele largou o lençol e fugiu nu.Jesus condenado pelo tribunal. 53 Conduziram Jesus à casa do Sumo Sacerdote, onde se reuniram todos os sumos sacerdotes, escribas e anciãos. 54 Pedro seguiu Jesus de longe, até dentro do pátio do Sumo Sacerdote. Sentou-se com os guardas junto ao fogo e se aquecia. 55 Os sumos sacerdotes e todo o Sinédrio procuravam um testemunho contra Jesus, para condená-lo à morte, mas não o achavam. 56 Muitos apresentavam falsos testemunhos contra Jesus, mas os depoimentos não concordavam. 57 Levantaram-se, então, alguns que deram o seguinte falso testemunho: 58 “Ouvimos Jesus dizer: ‘Eu destruirei este Santuário feito por mãos humanas e em três dias edificarei outro que será feito não por mãos humanas’”. 59 Mas nem neste ponto eram coerentes os depoimentos.
60 Então o Sumo Sacerdote levantou-se no meio da reunião e perguntou a Jesus: “Nada respondes ao que estes depõem contra ti?”61 Jesus, porém, permanecia calado e nada respondia. O Sumo Sacerdote tornou a perguntar: “Tu és o Cristo, o Filho do Deus bendito?” 62 Jesus respondeu:
 “Eu sou!
E vereis o Filho do homem
sentado à direita do Todo-poderoso, vindo sobre as nuvens do céu ”.
63 Então o Sumo sacerdote rasgou as vestes e exclamou: “Que necessidade temos de mais testemunhas? 64 Ouvistes a blasfêmia. O que vos parece?” E todos o julgaram merecedor de morte. 65 Alguns começaram a cuspir nele, cobriam-lhe o rosto e o esbofeteavam, dizendo: “Adivinha!”Os guardas também lhe davam bofetadas.
A negação de Pedro. 66 Pedro estava embaixo, no pátio. Chegou, então, uma das criadas do Sumo Sacerdote. 67 Ela fixou os olhos em Pedro, que se aquecia, e disse: “Tu também estavas com Jesus de Nazaré”. 68 Ele, porém, negou: “Não sei, nem mesmo compreendo o que dizes”. Depois ele afastou-se para a entrada do pátio; nisso o galo cantou. 69 A criada o viu de novo e começou a dizer aos presentes: “Este homem faz parte do grupo deles”. 70 Mas Pedro negou pela segunda vez. Pouco depois, os que ali se encontravam disseram de novo a Pedro: “De fato, tu és um deles, pois és galileu”. 71 Então Pedro começou a praguejar e a jurar: “Não conheço o homem de quem estais falando”. 72 Neste instante o galo cantou pela segunda vez. Pedro lembrou-se então das palavras que Jesus lhe tinha dito: “Antes que o galo cante duas vezes, tu me terás negado três vezes”. Então, caindo em si, Pedro começou a chorar.

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Capítulo 13

 13
O Templo será destruído. 1 Quando Jesus saiu do Templo, um dos discípulos lhe disse  : “Mestre, olha que pedras e que construções!” 2 E Jesus lhe disse: “Vês estas grandes construções? Não ficará aqui pedra sobre pedra; tudo será destruído”.
3 Quando estava sentado no monte das Oliveiras, em frente do Templo, Pedro, Tiago, João e André perguntaram-lhe em particular  : 4 “Dize-nos, quando acontecerá isso e qual é o sinal de que tudo isso vai acabar?”
O início das calamidades. 5 Jesus começou a dizer-lhes: “Cuidado para ninguém vos enganar. 6 Muitos virão em meu nome e dirão: ‘sou eu’, e enganarão a muitos. 7 Quando ouvirdes falar de guerras e boatos de guerras, não vos perturbeis: é preciso que isso aconteça; mas ainda não é o fim. 8 Porque uma nação se levantará contra outra e um reino contra outro. Haverá terremotos e fome em diversos lugares. Isso será o começo dos sofrimentos. 9 Cuidai, porém, de vós mesmos. Sereis arrastados aos tribunais e açoitados nas sinagogas, comparecereis diante de governadores e reis por minha causa, para dardes testemunho diante deles. 10 Mas primeiro é necessário que o Evangelho seja pregado a todas as nações. 11 E, quando vos levarem para entregar, não vos preocupeis com o que haveis de falar. Dizei o que na hora vos for inspirado, pois não sereis vós que falareis e sim o Espírito Santo. 12 O irmão entregará à morte o irmão, o pai entregará o filho. Os filhos se levantarão contra os pais e os matarão. 13 Todos vos odiarão por causa do meu nome. Quem perseverar até o fim será salvo.
A grande tribulação. 14 Quando virdes o Abominável Devastador instalado onde não deve –quem lê, entenda –então os que estiverem na Judéia fujam para os montes. 15 Quem estiver no terraço não desça nem entre para levar alguma coisa de casa. 16 Quem estiver na lavoura não volte atrás para pegar o manto. 17 Ai das mulheres que estiverem grávidas ou amamentando naqueles dias. 18 Orai para que não aconteça no inverno. 19 Pois aqueles dias serão de tal aflição como jamais houve desde o princípio do mundo,  que Deus criou, até agora  , e nem haverá. 20 Se o Senhor não abreviasse aqueles dias, ninguém se salvaria. Mas ele os abreviou por causa dos eleitos que escolheu. 21 Então se alguém vos disser: ‘eis aqui o Cristo’ou ‘ei-lo ali’, não acrediteis. 22 Porque se levantarão falsos cristos e falsos profetas que farão sinais e prodígios, para seduzir, se possível, até os escolhidos. 23 Prestai atenção: Eu vos preveni de tudo.
A vinda do Filho do homem. 24 Mas naqueles dias, depois dessa aflição, o sol escurecerá e a lua não dará sua claridade, 25as estrelas cairão  do firmamento e os poderes do céu  serão abalados. 26 Então verão o Filho do homem vir sobre as nuvens  com grande poder e glória. 27 Ele enviará os anjos e reunirá os eleitos dos quatro ventos, desde o extremo da terra até o extremo do céu.
Aprendei da figueira. 28 Aprendei a parábola da figueira: Quando os ramos estão tenros e as folhas brotam, sabeis que o verão está próximo. 29 Assim também quando virdes acontecer estas coisas, ficai sabendo que o Filho do homem está próximo, às portas. 30 Eu vos asseguro: Não passará esta geração antes que tudo isso aconteça. 31 Passará o céu e a terra, minhas palavras não passarão.
É preciso vigiar. 32 Quanto a esse dia e a essa hora, ninguém sabe, nem os anjos do céu, nem o Filho,  mas somente o Pai. 33 Ficai de sobreaviso e vigiai, porque não sabeis quando será o momento. 34 Será como um homem que, ao partir para o exterior, deixa a casa e delega autoridade aos escravos, indica o trabalho de cada um e dá ordens ao porteiro para vigiar. 35 Vigiai, pois não sabeis quando o senhor da casa voltará, se à tarde, se à meia-noite, se ao cantar do galo ou pela manhã, 36 para que não aconteça que, vindo de repente, vos encontre dormindo. 37 O que eu vos digo, digo a todos: Vigiai!”

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Capítulo 12

 12
A rejeição do Filho de Deus. 1 Jesus começou a falar-lhes em parábolas: “Um homem plantou uma vinha, cercou-a com uma sebe, escavou um tanque para esmagar as uvas, construiu uma torre u  e arrendou tudo a uns lavradores. Depois viajou para o exterior. 2 No tempo da safra, enviou um de seus escravos para receber dos lavradores a sua parte dos frutos da vinha. 3 Pegaram o escravo, espancaram-no e o mandaram de volta de mãos vazias. 4 Tornou a enviar-lhes então outro escravo. Também a este feriram a cabeça e maltrataram. 5 O senhor enviou-lhes ainda um terceiro. A este, porém, mataram. Mandou outros mais, dos quais espancaram alguns e mataram a outros. 6 Restava-lhe ainda um: o seu filho querido. Enviou-lhes este último, pensando: ‘Eles vão respeitar o meu filho!’7 Mas os lavradores disseram uns aos outros: ‘Este é o herdeiro! Vamos matá-lo e a herança será nossa!’8 Pegaram o filho do patrão, mataram-no e o jogaram fora da vinha. 9 O que fará o dono da vinha? Virá e acabará com estes lavradores e arrendará a vinha a outros. 10 Não lestes a passagem da Escritura:
A pedra rejeitada pelos construtores
é que se tornou a pedra principal.
11Foi obra do Senhor,
digna de admiração para nossos olhos? ”
12 Eles procuravam prender Jesus mas tinham medo do povo. É que perceberam que Jesus havia contado a parábola contra eles. Então deixaram Jesus e foram embora.
O tributo de César. 13 Enviaram-lhe alguns dos fariseus e herodianos para o pegarem em alguma palavra. 14 Eles chegaram e disseram a Jesus: “Mestre, sabemos que és sincero, que não te comprometes com ninguém, pois não olhas para a aparência das pessoas mas ensinas o caminho de Deus segundo a verdade. É justo pagar imposto a César ou não? Devemos pagar ou não?”15 Mas Jesus, vendo a hipocrisia deles, respondeu: “Por que me testais? Deixai-me ver a moeda do imposto”. 16 Eles mostraram. E Jesus lhes perguntou: “De quem é essa imagem e inscrição?”Eles responderam: “De César”. 17 Então lhes disse: “Dai a César o que é de César  e a Deus o que é de Deus”. E ficaram admirados com ele.
A ressurreição dos mortos. 18 Alguns dos saduceus, que afirmam não haver ressurreição, vieram procurar Jesus e lhe perguntaram:  19 “Mestre, Moisés nos deixou escrito: Se morrer o irmão de alguém,  deixando a mulher sem filhos, case-se com ela o irmão dele para dar descendência ao morto. 20 Ora, havia sete irmãos. O primeiro casou-se e morreu sem deixar filhos. 21 O segundo casou-se com a viúva mas também morreu sem deixar filhos. Do mesmo modo o terceiro, 22 e dos sete nenhum deixou filhos. Por último de todos morreu também a mulher. 23 Na ressurreição, quando todos ressuscitarem, de quem será a mulher? pois os sete a tiveram por mulher”. 24 Jesus lhes respondeu: “Acaso não vos enganais, desconhecendo as Escrituras e o poder de Deus? 25 Porque na ressurreição dos mortos, as pessoas não se casam, nem se dão em casamento, mas são como os anjos no céu.
26 E quanto aos mortos que vão ressurgir, não lestes no livro de Moisés, no episódio da sarça, como Deus lhe falou: Eu sou o Deus de Abraão, o Deus de Isaac e o Deus de Jacó? 27 Ele não é Deus de mortos mas de vivos. Andais muito enganados”.
O mandamento do amor. 28 Aproximou-se de Jesus um dos escribas que ouvira a discussão. Vendo que Jesus tinha respondido bem, perguntou-lhe: “Qual é o primeiro de todos os mandamentos?”29 Jesus lhe respondeu: “O primeiro de todos os mandamentos é este: Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor, 30e amarás o Senhor teu Deus de todo o coração, com toda a alma,  com toda a mente e com todas as forças. 31 O segundo é este: Amarás o próximo como a ti mesmo. Não há mandamento maior do que estes”. 32 O escriba lhe disse: “Muito bem, Mestre, com razão disseste que Deus é um só e fora dele não há outro,  33 e amá-lo de todo o coração, com todo o entendimento e com todas as forças, e amar o próximo como a si mesmo  vale mais do que todos os holocaustos e sacrifícios”.34 Jesus, vendo que ele tinha falado com sabedoria, disse-lhe: “Não estás longe do reino de Deus”. E ninguém mais ousava fazer-lhe perguntas.O Messias e Davi. 35 Jesus tomou a palavra e ensinava no Templo, dizendo: “Como os escribas podem dizer que o Messias é filho de Davi? 36 Pois o próprio Davi diz no Espírito Santo:
Disse o Senhor a meu Senhor:
senta-te à minha direita,
até que ponha teus inimigos
como apoio de teus pés.
37 Se o próprio Davi o chama de Senhor, como pode ele ser seu filho?”E a grande multidão o ouvia com prazer.
O castigo da ambição. 38 Jesus ensinava, dizendo: “Tomai cuidado com os escribas. Eles gostam de andar com roupas compridas, de ser saudados nas praças públicas, 39 de ocupar as primeiras cadeiras nas sinagogas e os primeiros lugares nos banquetes. 40 Devoram as casas das viúvas, a pretexto de longas orações. Eles terão sentença mais severa”.
A generosidade da viúva.41 Jesus estava sentado diante do cofre de esmolas e observava como o povo depositava as moedas. Muitos ricos depositavam muitas moedas. 42 Veio, então, uma pobre viúva e pôs no cofre apenas duas moedinhas no valor de alguns centavos. 43 Jesus chamou os discípulos e lhes disse: “Eu vos asseguro: esta pobre viúva deu mais do que todos os que depositaram no cofre. 44 Pois todos eles deram do que lhes sobrava; ela, porém, na sua indigência, deu tudo que tinha, todo o seu sustento”.

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Capítulo 11

 11
O povo proclama o Messias. 1 Quando estavam perto de Jerusalém, na altura de Betfagé e Betânia, junto ao monte das Oliveiras, Jesus enviou dois discípulos, 2 dizendo-lhes: “Ide ao povoado que está em frente. Logo que entrardes, encontrareis um jumentinho amarrado, que ainda não foi montado por ninguém. Desamarrai-o e trazei-o aqui. 3 E se alguém perguntar: ‘Por que fazeis isso!’, dizei-lhe: ‘O Senhor precisa dele, mas logo o devolverá’”. 4 Eles foram e acharam o jumentinho amarrado fora, em frente à porta, na curva do caminho, e o desamarraram. 5 Mas alguns dos que ali estavam lhes perguntaram: “O que estais fazendo? Por que desamarrais o jumentinho?”6 Os discípulos responderam como Jesus tinha dito, e eles os deixaram ir. 7 Conduziram o jumentinho até Jesus. Puseram os seus mantos sobre o animal, e Jesus o montou. 8 Muitos estendiam os seus mantos no caminho, outros espalhavam ramos que haviam cortado das árvores. 9 Tanto os que iam na frente, como os que seguiam atrás, gritavam:
Hosana!
Bendito quem vem em nome do Senhor.
10 Bendito o reino que vem, o reino de nosso pai Davi!
Hosana nas alturas! 
11 Jesus entrou em Jerusalém e foi ao Templo. Depois de ter observado tudo, e como já fosse tarde, saiu da cidade e foi para Betânia com os Doze.
A maldição da figueira. 12 No dia seguinte, ao saírem de Betânia, Jesus sentiu fome. 13 Viu de longe uma figueira coberta de folhas e foi ver se encontrava alguma coisa. Mas, nada encontrou a não ser folhas, pois não era tempo de figos. 14 Disse, então, à figueira: “Jamais alguém coma fruto de ti!”E seus discípulos ouviram isto.
A casa de oração. 15 Chegaram a Jerusalém. Entrando no Templo, Jesus começou a expulsar os que ali vendiam e compravam. Derrubou as mesas dos cambistas e as cadeiras dos vendedores de pombas.16 Não permitia que ninguém transportasse objetos pelo Templo. 17 E ensinava, dizendo-lhes: “Não está escrito: A minha casa será chamada casa de oração para todas as nações?  Vós, porém, fizestes dela um covil de ladrões !” 18 Tudo isso chegou aos ouvidos dos sumos sacerdotes e dos escribas que procuravam uma ocasião oportuna para matá-lo. Mas tinham medo dele, porque todo o povo se maravilhava de sua doutrina. 19 Quando caiu a noite, Jesus e os discípulos saíram da cidade.
A oração com fé. 20 Passando pela figueira na manhã seguinte, viram que ela tinha secado desde a raiz. 21 Pedro lembrou-se e disse a Jesus: “Mestre, olha como secou a figueira que amaldiçoaste!”22 Jesus respondeu: “Tende fé em Deus. 23 Eu vos asseguro: Quem disser a este monte: ‘sai daí e te joga ao mar’e não duvidar em seu coração mas acreditar que vai acontecer o que diz, assim acontecerá. 24 Por isso eu vos digo: Tudo o que pedirdes na oração, crede que o recebereis e vos será dado. 25 Mas, quando vos puserdes em oração, perdoai, se por acaso tiverdes alguma coisa contra alguém  , para que também vosso Pai que está no céu vos perdoe os pecados”.Origem da autoridade de Jesus. 27 Eles foram novamente a Jerusalém. Enquanto Jesus estava andando no Templo, aproximaram-se os sumos sacerdotes, os escribas e os anciãos, 28 e lhe perguntaram: “Com que autoridade fazes estas coisas? Ou quem te deu o direito de fazer estas coisas?”29 Jesus respondeu-lhes: “Eu também vou fazer-vos uma pergunta. Respondei-me e eu vos direi com que autoridade faço estas coisas. 30 O batismo de João vinha do céu ou dos homens? Respondei-me!”31 Eles começaram a raciocinar entre si: “Se dissermos: ‘do céu’, ele dirá: ‘então por que não acreditastes nele?’ 32 E se dissermos: ‘dos homens’?”… Tinham medo da multidão, porque todos consideravam João um verdadeiro profeta. 33 Por fim responderam a Jesus: “Não sabemos”. E Jesus lhes disse: “Eu também não vos digo com que autoridade faço estas coisas!”

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